quarta-feira, 1 de setembro de 2010

OFICINA 11

Um novo olhar


Objetivo
Possibilitar um olhar novo e original sobre o lugar onde os alunos vivem.

Material

 Imagens do lugar onde vivem os alunos
 Coletânea de poemas
Canetas hidrográficas coloridas, papel kraft e fita crepe ou cola


Para inspiração:

Solicitei que trouxessem fotos de casa, de suas famílias com suas vivências. Para fazermos uma "sessão nostalgia"


Álbum do primeiro aninho, escrita de histórias que nossos pais contaram sobre nossa festinha.

Observação dos costumes nas fotos: religiosos, 1a Comunhão, (igreja Católica), Confirmação( igreja Luterana), as características das paisagens, lagos, cascatas, e etc. A agricultura, o clima, os costumes.

Foi uma aula muito animada muitas histórias e lembranças. E me ajudou a conhecer melhor a realidade de vida das crianças. Pois apesar da população do município ser de apenas 11mil habitantes, a extensão territorial é uma das maiores do Estado, por isso não conhecemos a realidade de muitas famílias rurais. E 80% por cento da turma vêm de escolas rurais que foram fechadas e nucleadas na sede do município.



 


Depois para iniciar nossa "viagem imaginária" fomos fazer uma "viagem" nos campos que ficam nas proximidades da escola.



              
 
 
 















1ª - etapa


A observação dos pequenos detalhes

A partir de agora os alunos devem observar com atenção o lugar onde vivem e torná-lo fonte inspiradora para criar os textos: o bairro, a rua, as paisagens, os locais interessantes; os moradores e suas peculiaridades, o modo como as pessoas se relacionam; a cultura local, os acontecimentos, as mudanças que ocorreram ao longo do tempo etc.



A meta é compor um poema que revele peculiaridades do lugar e faça dele um retrato atraente, para que o leitor do texto tenha vontade de conhecê-lo.
















O que vocês percebem?

Que cores predominam na paisagem local?

Que sons são ouvidos neste ponto do lugar onde vivemos?

Devem observar o clima, a temperatura, o sol, as nuvens, o calor, o frio. Onde nos sentimos bem?

Como vamos descrever este lugar maravilhoso que moramos e suas especiais características?

Que aspectos destacariam?

 Tem de ser um olhar diferente daquele do dia a dia, como nos explica Alberto Caeiro:

Não basta abrir a janela


Para ver os campos e rios.


Não é bastante não ser cego


Para ver as árvores e flores.

O que o poeta quis dizer com esses versos?

 Uma forma diferente e renovada de olhar o lugar onde vivemos, muitas vezes olhamos as coisas com pressa ou de maneira superficial. Assim, deixamos de ver os detalhes.

Exemplos:

 Itabira fica numa região rica em ferro e a maioria dos moradores dessa cidade vivem essa realidade, na infância do poeta Carlos Drummond de Andrade também viveu, e é esta que ele retrata.



Confidência do itabirano

Alguns anos vivi em Itabira.


Principalmente nasci em Itabira.


Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.


Noventa por cento de ferro nas calçadas.


Oitenta por cento de ferro nas almas...


Carlos Drummond de Andrade. Sentimento do mundo.


Rio de Janeiro: Record, 2001.


© Graña Drummond. .



Alma cabocla


E, na doçura que encerra


Esta simpleza daqui,


Viver de novo, na serra,


Entre as gentes desta terra,


A vida que eu já vivi...


Paulo Setúbal. Obras completas.


São Paulo: Saraiva, 1958.

A matéria-prima da poesia Os poemas podem tratar de qualquer assunto. Um deles é a cidade em que se vive.

A escolha do assunto é apenas o primeiro passo. É importante descrever esses lugares para pessoas que não os conhecem, como fariam?

Que aspectos destacariam?
 
   
2ª - etapa


Uma viagem imaginária:

Um olhar atento:


Uma viagem imaginária no campo:



Depois desta maravilhosa "viagem" imaginária fomos para a sala de aula criar o nosso espaço para nosso mundo imaginário dentro de "Nossa Janela" para o nosso mundo. Onde podemos encontrar palavras "mágicas" que nos transportam à este mundo escondido dos sonhos.


OFICINA 12

Produzir um texto coletivo sobre o local onde vivemos.

Material
 Mural de poemas da Oficina 11
 Coletânea de poemas

Nesta oficina os alunos vão escrever um poema coletivamente.

Este “ensaio geral” irá ajudá-los a resgatar o que foi observado e a organizar uma síntese dos recursos aprendidos nas oficinas anteriores.
A troca de informações entre estudantes de uma mesma turma permite que aqueles que estão em estágio mais avançado do conhecimento auxiliem o processo de aprendizagem dos demais e o seu próprio, pois quem ensina sempre aprende.
 
 
 
 
1ª - etapa


Um passeio pelas oficinas

Observando o mural de poemas.
O que aprenderam até aqui?

Retomando a aprendizagem

 Quadro-resumo no quadro de giz do que foi realizado ao longo das oficinas:

  • Audição e leitura de vários poemas.

  • Aprendizagem do significado de várias palavras: poema, poesia, poeta, verso, estrofe, estilo, tema, figuras, denotação, conotação, aliteração.

  • Descoberta de que o poema pode falar dos mais diversos assuntos.

  • Ocupação, pelo poema, do espaço da folha de papel; ritmo regular ou irregular; repetições de palavras e de versos; paralelismo ou repetição da mesma construção sintática.

  • O emprego da linguagem, pelo poema, é feito de maneira diferente do que fazemos no dia a dia.

  • Figuras de linguagem: comparação, metáfora e personificação.

  • Contribuição desses recursos para o sentido do poema – um passo fundamental para compreender e interpretar o texto.



Atividades                                                                                   

2ª - etapa

O poema coletivo:

Questões para serem avaliadas pela turma:


  • O lugar onde vivemos é realmente assim?

  • Será que não estamos nos esquecendo de coisas importantes?

  • Cuide, por outro lado, para não caírem no extremo oposto: não estamos falando de um número excessivo de aspectos?

  • O assunto está bem delimitado?

  • Começara compor o poema de acordo com o que ficou combinado.

Pedi que escolhessem um aluno para escrever na lousa o que a turma ia ditando. Para ficar com mais liberdade para questionar sobre a escrita, estrutura textual e demais fuguras aprendidas nas oficinas. E assim também poder circular livremente entre as carteiras que estavam formadas em circulo.Escrevemos na lousa os versos criados em conjunto. Quando faltava uma rima sugeria que procurassem ler a coletânea onde poderiam encontrar alguma boa sugestão ou indicava um dos alunos para dar uma olhada no mural poético da sala ou na "nossa coleção de rimas. O envolvimento foi muito bom, com exceção dos mais tímidos e quietinhos que precisei questionar para que se manifestassem. Os que têm mais facilidades logo falam um verso inteiro e sugerem uma figura de linguagem. As vezes peço para que não respondam para dar oportunidade para os mais calados e procurar ajudá-los a vencer seus bloqueios. Depois que terminamos e corrigimos o poema conjunto, cada um copiou no seu caderno e decorou com desenhos e recortes.

NOSSSO TEXTO COLETIVO:




                                        
Eis aqui, belezas sem fim...







Eis aqui, uma cidade alegre e gentil
Uma das mais belas do Brasil!

Eis aqui, os mais belos campos, os Campos do Quiriri,
onde eu sempre corri e vivi.
Acompanhando o voo do bem-te-ví
Que sempre voa por aqui.

Eis ali, a cascata chorando
E o sol iluminando
Para um raio de sol bater
E em uma explosão
Vejo um arco-irís aparecer!

Eis aqui, a gralha azul
Que vai plantando o pinhão
Para melhorar o cultivo do chão
Para o rebanho sustentar
E a família alimentar
Para um sonho realizar

Eis ai, as abelhas que aqui fabricam o mel
Com sua colméia voando pelo céu
Em busca do néctar da flor
espalhando seu sabor

Por tantas belezas que não chegam ao fim
  Ei! E ai? Você gostou?
Então conta mais uma pra mim!

Autores: alunos do 5o ano vespertino

As crianças criaram este poema com muita animação e facilidade, auxiliados por minhas intervenções, mas praticamente o costruiram sozinhos. Como já comentei existe na turma alguns que possuem muita facilidade para criar rimas e versos. Amei mais uma vez o texto das crianças, que me perdoem os autores renomados, mas fico emocionada com os poemas da turma porque os vejo nascerem. É como um parto, um filho que vem à luz, a gente se apaixona. Os conteúdos aprendidos nas oficinas foram refletidos e alguns utilizados com conhecimento.

Quando criaram o verso: "Eis ali, a cascata chorando" perguntei:- a cascata chorando? Responderam: _ Sim professora, caindo a água como uma lágrima.

OFICINA 13

Oficina Virando poeta



Objetivo

Escrever um poema individualmente sobre o tema “O lugar onde vivo”.
 
 
Material
 Coletânea de poemas
Passeios motivadores:





Visita na Câmara Municipal de Vereadores




Aluna Jaine Bahr mostra com orgulho a placa da mesa com o nome do pai Wolfram Bahr vereador


ASSISTA O VIDEO DA TURMA BRINCANDO DE LEGISLAR






Visita Corpo de Bombeiros e Defesa Civil






Fomos muito bem recebidos com pipocas e suco
















Chegou a hora tão esperada!

Nesta oficina os alunos escreverão individualmente o poema que irá para o concurso. Para motivar a turma,  leitura e a análise do texto vencedor do concurso anterior.

 
 
1ª - etapa                                                           


A análise

A análise do poema da aluna Carla foi bem produtiva para os alunos fazer uma retrospectiva de tudo que aprenderam até agora. Foi possível fazer esta retomada, demonstrando na prática. Por isso preferi ditar o poema e todos copiarem no caderno, pois paralelamente eu ia provocando questionamentos sobre a estrutura utilizada pela autora. E muitas vezes os alunos lembravam de situações de escrita semelhante nos versos dos autores da coletânea


 
 
2ª - etapa


A produção                             

Iniciando a escrita do poema. Retomando a situção de escrita:

Cada um deve exprimir no texto sua visão pessoal e original do lugar onde vive. Além de concorrer a uma premiação na Olimpíada, o texto dele será exposto no mural e poderá ser divulgado na cidade.


O que vamos analisar?

  • O poema será composto em quadras ou em outro tipo de estrofe?

  • Que tipo de repetições o poema terá? Aliterações, repetições de palavras ou versos? Todas elas? Algumas delas?

  • Como fazer para que o poema tenha um ritmo harmônico e cadenciado? Ou ele terá versos irregulares, longos, resultando num ritmo solto, diferenciado em cada um dos versos.


  • É possível empregar comparações ou criar metáforas e personificações?

Com base nas decisões tomadas, cada aluno escreve e reescreve o seu poema tantas vezes quantas forem necessárias.

O desenvolvimento das sequências de atividades até aqui já deixou os alunos tão motivados que quase não consigo mais pará-los para que reflitam suas escritas, só querem escrever, escrever, escrever...

Precisei dizer calma, relaxem vamos por partes... rsrrs rs

Estou mais motivada que eles, ao vê-los criando textos tão lindos.
A aluna Jaíne Bahr criou um caderno de poesias de sua autoria, fico maravilhada com a facilidade que compõem um poema. Já é uma poetisa mirim.
Descreve o que vê, seus passeios pelos campos e afazeres de sua avó na fazenda com muita personalidade. Fico encantada com seus versos. Sou sua fã número um.

Parece que criamos um "mundo à parte para nós, um mundo cheio de versos, rimas e encantos!"

OFICINA 14

Oficina Retoque final

Objetivo
Aprimorar os poemas produzidos na primeira produção

Escrevi na lousa exemplos de poesias para análisarmos juntos,  debatendo como esses textos se compõem
e também encontrar inspiração para o que os alunos devem ou não fazer para criar e aperfiçoar os seus poemas.

2ª - etapa                                                                      

Passando a limpo
 Análise com base no quadro abaixo.

Itens de aprimoramento

  • O título do poema é criativo?

  • O texto tratou do tema “O lugar onde vivo”?

  • Houve um recorte, uma delimitação do assunto, foi destacado um local ou um aspecto específico da cidade?

  • O poema tem um ritmo harmonioso?

  • O poema apresenta alguns dos recursos estudados nas oficinas, ou seja, possui organização em versos e estrofes; ocupação da página pelo texto, com margens à direita e à esquerda; presença de efeitos sonoros: ritmo marcado e rimas; repetição de letras, de palavras ou de expressões; repetição da mesma construção (paralelismo sintático); emprego de figuras: comparação, metáfora e personificação?

           Depois da reescrita para o aperfeiçoamento do poema, passar  a limpo.

Depois de analisarmos os exemplos sugeridos na coletânea e mais algumas produções dos colegas na lousa cada um usou os itens de correção para seus poemas.

A maioria sabia procurar uma metáfora, um paralelismo sintático e nomear uma denotação e conotação as dificuldades ficavam por conta do desenvolvimento do vocabulário que já aprenderam a recorrer ao dicionário. E a falta do hábito de leitura em casa, que muitos iniciaram o projeto depois das brincadeiras, oficinas e passeios melhorou significativamente. Agora gostam tanto de poesias que mesmo quando solicito uma narrativa aparecem rimas e poesias nas entrelinhas dos versos. Dizem: -"mas professora agora parece que quando a gente pensa uma palavra, logo aparece um monte de outras coisas na cabeça." A poesia começou a fluir normalmente na mente das crianças, ela ficou incorporada nos seus pensares. Como agora as crianças ficaram amando e interessadas por poesias, e autores; alguns são "fãs" de uns e outros de outros, quando leram os poemas com efeitos sonoros a escolha já partiu destas preferências.

Eu mesma fiquei surpresa com o resultado do projeto, mudou muito a minha maneira de desenvolver os meus planos de aula. A utilização das sequências didáticas foi fundamental. Consegui perceber que estava preocupada com os resultados sem imaginar que para estes serem positivos devem partir de "série de situações de comunicação e de temas de redação que antecipam e esclarecem o objetivo a ser alcançado" (OLP)

A apresentação das oficinas com instruções determinadas para que as crianças pudessem no final formular e aprimorar seus próprios textos foram surpreendentes. Os alunos que quase não conheciam tantos autores, ficaram conhecendos muitos, de uma maneira tranquila e natural. Parece que no final uma "mágica" se fez e todos viraram poetas!!!!

OFICINA 15


Exposição Pequenos Poeta



EXPOSIÇÃO DOS TEXTOS NA CASA DA CULTURA






SECRETÁRIA DE CULTURA: MARÍLIA MACIEL RECEPCIONANDO OS PEQUENOS POETAS E APRESENTANDO O LIVRO DO ESCRITOR  CAMPO-ALEGRENSE MIGUEL NENEVE












ALEGRIA DO RECONHECIMENTO







Tivemos na verdade duas exposições poéticas:

1a) Exposição dos poemas o "Lugar onde eu vivo"
CAMPO ALEGRE O PARAÍSO DA SERRA
Na escola e no blog da OLímpiada da Língua Portuguesa


                                       2a)  PEQUENOS POETAS

HOMENAGEM AO CINQUENTENÁRIO DO HOSPITAL SÃO LUIZ DE CAMPO ALEGRE

Como as crianças estavam muito motivadas com o encerramento das oficinas e conclusão das poesias aproveitei para fazermos uma homenage ao nosso Hospital Salvatoriano São Luiz referência na região em qualidade de atendimentos, em ortopedia,geriatria e clinica geral. Que está completando 50 anos de existência neste dia 21 de agosto de 2010. Á todo  corpo clínico,administração, enfermeiros, zeladores e cozinheiros, e demais pessoas que trabalham neste digno e respeitado hospital, nosso carinho e nossa admiração por vossos esforços e dedição. Deus os abençõe por cuidar com tanto amor da saúde dos campo-alegrenses!



"Cuidar da vida através da prestação do serviço à saúde, embasado nos valores humanos e cristãos, de forma atualizada e integrada com a comunidade". HSSL

Fizemos a exposição em local público: a Casa da Cultura Municipal, onde ficam a Secretaria de Esporte e Cultura de nossa cidade.

Depois a exposição foi para o hall da entrada do hospital

A diretoria do hospital ficou muito agradecida e nos presenteou com este certificado de agradecimento


Ficamos muito felizes com tão maravilhoso presente!

fotos